Soa (som sonoro soante soando) corpo (luz, cor magnética) o silêncio ruído da escuta como soundscapes de morfo-microfonações transmixadas na arquitetura dos afetos numênicos. Matemática dos infectos. Perceber a harmonia das esferas na perspectiva enredada da astrologia levando em conta a sensibilidade astronômica, cartomante (tarô, tarot, rota, tora, ator), e os aspectos do macro e micro cosmo (quanta, quântica, átomo, quarck, higgs) nos fluxos de energia (devir, devenir, dasein) que geram harmonias contextuais (história da música, geografia sonora, estética estilística) os contrapontos sensoriais (sinestesia, cinestesia, cinemática, dança perceptual) das melodias (geometria dinâmica das alturas pontuadas na notação performática) entre psiché (arquétipos, signos, símbolos, ícones) e a razão (lógos, lógica, digital, dialética). Seria ritmo (percussão do pulso em andamento do transa mântrico). Canções de amor. Só o amor destrói. dj de fluxos em iteração interativa através da teleologia da ubiquidade.
"É verdade que a musica atravessa profundamente nossos corpos e nos põe uma orelha no ventre, nos pulmões etc. Ela é mestra em onda e nervosidade mas ela arrasa nosso corpo, e os corpos, para um outro elemento. ela livra os corpos de sua inércia.......da materialidade de sua presença. Ela desencarna os corpos de forma que se pode falar com extaidão do corpo sonoro e até de corpo-a-corpo na música como, por exemplo, em um motivo. Mas é, como dizia Proust, um corpo-a-corpo imaterial e desencarnado, onde não subsiste mais 'um único resíduo de matéria inerte e refratária ao espírito'. De certo modo a música começa onde a pintura termina e é isto o que se quer dizer quando se fala de uma superioridade da música. Ela se instala nas linhas de fuga que atravessam os corpos mas adquirem cossist6encia em outros lugares, enquanto a pintura se instala contra a corrente no lugar onde o corpo escapa, mas escapando, descobre, a materialidade que o compoe, a pura presença de que é feito. Para histerizar a música seria necessário reintroduzir nela as cores. PASSAR POR UM SISTEMA RUDIMENTAR DE CORRESPONDENCIA ENTRE OS SONS E AS CORES." Gilles Deleuze por Francis Bacon contra Pierre Boulez cruzando Erik Satie, Walter Smeták, Hans-Joachim Koellreutter, Anton Webern, Anton Mesmer, hillipus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim Paracelsus, Arnold Schoenberg, Karlheinz Stockhausen, Frank Zappa, Gentle Giant, Ornette Coleman, Ezra Pound, Dante, Gustav Mahler, Ernesto Villa-Lobos, Tom Jobim, Thelonious Monk, Goethe, Andre Gide, Franz Kafka, Emil Cioran, Merzbow, Squarepusher, John Coltrane...
"Deixar que a notação se refira ao que deve ser feito não ao que deve ser ouvido” Micheal Nyman através de Philip Glass, Steve Reich, Kronos Quartet, Gamelan, Tuva, Yidish, Romani, Cigano...
“A música experimental envolve a ação do intérprete, em muitos níveis que vão além daqueles aos que os expõe a música tradicional ocidental. A música experimental compromete sua inteligência, sua iniciativa, sua opinião, seu gosto”... John Cage cruzando Ligeti, Penderecki, Marcel Proust, Duschamp, Dada, Pagu, Oswald de Andrade, King Crimson, Van der Graaf Generator, T.S.Eliot, Shakespear, Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig van Beethoven, Hector Berlioz, Cartola, Jards Macalé...
“As poéticas contemporâneas, ao propor estruturas artísticas que exigem do fruidor, no nosso caso seria o intérprete, um empenho autônomo especial, frequentemente uma reconstrução, sempre variável, do material proposto, refletem uma tendência geral da nossa cultura em direção aqueles processos em que, ao invés de uma seqüência unívoca e necessária de eventos, se estabelece um campo de probabilidades, uma “ambigüidade” de situação, capaz de estimular escolhas operativas ou interpretativas sempre diferentes” Umberto Eco atravessando Stelarc, Orlan, Butoh, Buñuel, Alejandro Jodorowski, Jan Svankmajer, Douglas Kahn, Luigi Nono, Luciano Berio, Gilberto Mendes, Rogério Duprat, Julio Medaglia, Hermeto Pasqual, Tom Zé...